Resumo: Com a CBS e o IBS “por fora”, o valor total na nota fiscal aumenta mesmo que o preço do serviço não mude. Prestadores precisam separar preço de tributo em propostas e contratos, explicar ao cliente PJ que o crédito compensa o aumento aparente, e evitar absorver o tributo na margem.
Com o cálculo por fora, o erro mais comum que prestadores de serviço vão cometer em 2027 é manter o preço do serviço igual e absorver o tributo por fora na margem. Se o serviço custa R$ 10.000 e a CBS/IBS é de 27%, o prestador que não ajusta o preço entrega o serviço por R$ 7.300 líquidos. A margem que era de 20% vira prejuízo.
Três estratégias de precificação
1. Separar preço e tributo (recomendada)
Proposta e contrato com duas linhas: “Valor do serviço: R$ 10.000” e “Tributos incidentes (CBS + IBS): R$ 2.700”. Total: R$ 12.700. O cliente PJ recebe crédito de R$ 2.700, então o custo líquido é o mesmo R$ 10.000.
2. Reajustar o preço total
Para clientes PF (que não aproveitam crédito), pode ser necessário reajustar o preço total para manter a margem. Isso exige análise de mercado para não perder competitividade.
3. Absorver parcialmente (com cuidado)
Em mercados muito competitivos, o prestador pode optar por absorver parte do tributo. Mas isso precisa ser decisão consciente, com margem calculada, não consequência de inércia.
Como comunicar a mudança ao cliente
Para clientes PJ: “A partir de 2027, o tributo sobre serviços passa a ser destacado na nota fiscal. O valor do serviço permanece o mesmo. O tributo que aparece na nota gera crédito integral para a sua empresa, portanto o custo líquido não muda.”
Para clientes PF: “O governo mudou a forma como o imposto aparece na nota. O preço do serviço é o mesmo, mas agora o tributo fica visível.”
Conclusão
Precificação na reforma não é questão de “aumentar preço”. É questão de separar o que é serviço do que é tributo, e comunicar isso de forma clara. Quem fizer agora evita conversas difíceis depois.
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Perguntas frequentes
Preciso aumentar meus preços?
Não necessariamente. Precisa separar preço de tributo. O valor do serviço pode permanecer o mesmo.
Cliente PJ paga mais?
O desembolso na nota é maior, mas o crédito tributário compensa. O custo líquido fica igual.
E se meu cliente for pessoa física?
PF não aproveita crédito, então o custo total aumenta. Avalie a competitividade no mercado antes de reajustar.
